Então eu entendi o que era ser uma verdadeira mulher. Não era a negação e a frustração da feminilidade, mas a entrega total a ela, sendo fiel e honesta a meus mais profundos desejos e à minha mais profunda natureza.

(kajira of Gor)
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A ESSÊNCIA DA MULHER E O PRINCÍPIO FEMININO


Não raramente ouvimos a informação de que não há nenhuma diferença essencial entre homens e mulheres, exceto a diferença biológica. Muitas mulheres têm aceitado esse ponto de vista e têm feito muito para alimentá-lo. Têm se sentido contentes em serem homens de saias e assim perderam o contacto com o princípio feminino dentro delas mesmas. Essa talvez seja a causa principal da infelicidade e instabilidade emocional hoje em dia... Ora, se a mulher está fora de contacto com o seu princípio feminino, que dita as leis da integração, não pode assumir o comando do que é, afinal de contas, o domínio de feminino, ou seja, o das relações humanas. E, até que o faça, não poderá haver muita esperança de ordem nesse aspecto da vida. Muitas mulheres sofrem seriamente na sua vida pessoal por esse abandono do princípio feminino. São incapazes de relacionamentos satisfatórios, ou podem mesmo cair em neurose pela inadequação do seu desenvolvimento nessa área, que é das mais essenciais. Por essa razão, a relação de uma mulher com o princípio feminino dentro de si mesmo não é um problema pessoal, mas também um problema geral, até universal para todas as mulheres. É um problema da humanidade. (...)


OS MISTÉRIOS DA MULHER M. ESTHER HARDING

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

AS DUAS MULHERES - LILITH E EVA

“A guerra entre Eva e Lilith alastra-se e atinge outro nível. Eva pode ter suas necessidades satisfeitas numa relação. Lilith não pode. Ela tem de fugir. Ela não aceita a dependência nem a submissão diante das relações mundanas. Ela não será acorrentada nem enjaulada. Ela precisa ser livre, mover-se e mudar. Ela é o aspecto do ego feminino individualizado que só pode desenvolver-se no deserto, sem relacionamentos, sem Eros e sem filhos.” (...)
NOTA À MARGEM
Ambos estes aspectos da Mulher cindida em duas pela sociedade patriarcal, lutam e tem ciúmes entre si nas situações opostas que ocupam na sociedade, agravando essa separação e criando antagonismos perniciosos para a própria mulher em si que se não concebe ou vê inteira, como se a mulher se dividisse em duas e cada uma para seu lado, eternas inimigas uma da outra, uma pomba, outra serpente, uma imaculada e esposa e santa e a outra desgraçada, prostituta e marginalizada... Na realidade o inconcebível, haver dois tipos de mulher e inimigas uma da outra... Tudo porque Deus criou a mulher e o homem criou a p... Acabar com essa cisão pela integração das duas (três) mulheres, na mulher livre e consciente que sabe que ela é uma só e a sua natureza é una e reúne todos os aspectos da sua feminilidade essencial, sem negar parte nenhuma do seu ser. Só essa mulher integrada será livre e amante e capaz de assegurar um mundo diferente do que vivemos hoje.
RECORDA-TE...
“Houve um tempo em que não eras escrava, lembra-te disso. Caminhavas sozinha, alegre, e banhavas-te com o ventre nu. Dizes que perdeste toda e qualquer lembrança disso, recorda-te...Dizes que não palavras para descrevê-lo, dizes que isso não existe. Mas lembra-te. Fazes um esforço e recorda-te. Ou. Se não o conseguires, inventa.“
(Excertos de “O Livro de Lilith” – Bárbara Black Koltuv - modificado)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

LILITH

“As forças de Eva, mãe de todos os viventes, e de Lilith, espírito da Noite e do Ar, evidenciam-se no conflito das mulheres entre, de um lado, dar à luz e cuidar dos filhos e, de outro, entre as necessidades de gerar e de nutrir idéias e obras. As mulheres que combinam maternidade e carreira profissional envolvem-se num ato contínuo de malabarismo, que requer sincronia e equilíbrio. À medida que tenta dar conta das necessidades de seus filhos, de seu trabalho e de si mesma, a mulher pode, inesperadamente, sentir-se invadida pelo furor assassino de Lilith. Isso ocorre, na maioria das vezes, quando a própria mãe não está conseguindo arcar com seus deveres de mãe. Ou seja, quando está cansada, machucada ou doente, ou então quando o lado Lilith de sua natureza sofre a ameaça de ser acorrentado ou enjaulado por necessidades dos outros ou pelos conceitos patriarcais.” (...)

(Excertos de “O Livro de Lilith” – Bárbara Black Koltuv)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

AS DUAS MULHERES


“No cristianismo tradicional, as falsas divisões deram-nos duas personagens: a Virgem Maria e Madalena. Claro, para que uma cristã se sentisse realizada, estas duas personagens deviam ser unidas - e não polarizadas - na sua psique. A Virgem Maria foi desprovida da sua sexualidade conservando a sua espiritualidade, enquanto que Maria Madalena foi despojada da sua espiritualidade ficando apenas com a sua sexualidade. Ora cada uma delas devia aceder à sua plenitude. É o que eu chamo "casar as duas Marias"... *
(Tori Amos - in Os Segredos de Maria Madalena, ed. Via Medias, 2006)

É o que eu chamo também unir as duas mulheres que o patriarcado dividiu dentro de cada mulher. Nós não queremos nem de um lado a profana nem do outra a imaculada, mas sim a Mulher Plena...porque a Mulher é um ser integral que foi ao longo dos séculos despojadas da sua unidade essencial!

A polarização extrema destas duas mulheres, na psique de cada mulher, gerou a fragmentação do seu ser e tornou a mulher vítima dos maiores distúrbios, ao nível não só psíquico, mas também fisiológico...Gerou a maior calamidade humana e social que é a mulher prostituída, e continuamente violentada pelos homens, que em todo o mundo se outorgam esse direito...Hoje não há só Máfias, que as exploram mesmo na nossa cara, mas o cinema, a ”arte” e a própria publicidade (exemplo: cartazes da "crazy horse" e tantos outros inacreditáveis) fazem isso...

Enquanto os homens mais "dignos" e inteligentes continuam a passar por cima dos interesses da mulher, debatendo todos os problemas do mundo, menos a problemática das causas. Percebemos desse modo, que nem intelectuais, nem filósofos, com exceção apenas de alguns escritores, não há sequer um único político, que esteja verdadeiramente interessado nas questões profundas da mulher ou mesmo do homem, que não seja para ganhar votos...Quando a maior parte das mulheres compreender, que o que lhes falta não é um homem, mas essencialmente a outra parte de si mesma (e não só do macho ou do falo…) e que não existe a "inimiga" nem a "outra", a rival, mas uma só Mulher, ela ficará abismada pela forma como foi dividida, para que as sociedades e religiões patriarcais reinassem pelo seu sacrifício e continuado abuso em todo o mundo.

O Império romano primeiro, e depois o clero de Roma, destruíram paulatinamente tudo o que o cristianismo tinha de original e sábio, na fusão dos dois princípios, feminino e masculino. Pedro, o pilar da sua Igreja, foi o principal traidor da essência do cristianismo e não Judas... Ele foi o primeiro a negar Maria Madalena, como discípula dileta..., depois o papa Gregório fez a detração da Mulher até ao século XX... * in

UMA ANTÍTESE INVENTADA

“Entendo que essa antiga e venerável missão das prostitutas é uma ética congenitamente feminina que só por um desvio de uma religião patriótica foi reservada às sacerdotisas do amor a fim de cindir a humanidade feminina na projeção do abominável e do sublime masculino. Uma antítese inventada por esse ser eminentemente melodramático que é o homem, sem a mínima verossimilhança no cosmo da realidade da mulher que não distingue o espírito da carne. Eis porque as mulheres honestas sempre no fundo invejaram as prostitutas e vice-versa.” *.
(...)
*In A MADONA de Natália Correia
(Publicada por Rosa Leonor - MULHERES & DEUSAS -
http://rosaleonor.blogspot.com/)

Mulheres sacerdotisas


Cada mulher traz em si grande força e beleza. Isso é natural! Mas, as regras de beleza e encanto feminino impostos pela sociedade tornaram essa busca superficial, baseada em fatores externos e, consequentemente, sem sentido.

E, já há algum tempo a mulher se vê em estado de desarmonia interior, pois não sente os benefícios que sua feminilidade por certo, traria, não só para si, mas a todos ao seu redor. Para alcançar este estado elevado ela precisa cultivar sua condição feminina de forma concreta, consciente e coerente com sua essência.

Mas, nem sempre foi assim.
Nos tempos antigos, nas sociedades do Egito, Bizâncio, Índia, mulheres da alta sociedade conheciam os segredos de como encontrar e manter sua identidade e essência feminina. Inteligência, emoção, intuição, flexibilidade, contactos, beleza, fascínio e encantamento são características naturais de toda mulher. Naquelas sociedades toda mulher era considerada DEUSA e atraía as mais positivas vibrações para a sua vida: beleza, suavidade, juventude, um parceiro ideal.
Ela era ensinada pelas Sacerdotisas: a maneira de se vestir, de usar a maquiagem, o perfume, os gestos, como atrair o homem ideal de acordo com sua individualidade e Essência mais profunda. Podemos lembrar que era natural que as mulheres desfrutassem forte sensibilidade e intuição, sentiam e percebiam como estava seu filho, qual o estado de seu marido e realizavam significativos rituais para o encontro amoroso. A mulher, naturalmente, levava esse estado de harmonia para a família, para a comunidade e a todos os ambientes. Através do tempo esse encanto vem se perdendo e, pode-se afirmar que, atualmente, vemos muitas mulheres que não conseguem se realizar e serem felizes em seus relacionamentos, atraem doenças, perdem o desejo sexual, tem envelhecimento precoce, perdem totalmente a juventude do corpo e, principalmente, a juventude interior. A mulher não depende de fatores externos a ela para desfrutar destas propriedades e sim de fatores internos. A partir desses fatores, a beleza, a felicidade na família, a harmonia nos relacionamentos, a prosperidade nos negócios e tudo o mais é construído. E se isso estiver estagnado, tudo o mais estará.

(Publicada por Rosa Leonor - MULHERES & DEUSAS - http://rosaleonor.blogspot.com/ - modificado)

Comentário:
A incessante busca da mulher por um poder capaz de resgatar-lhes sua essência a qual vêm se perdendo há tempos... Um poder que resgate sua feminilidade para que atinja sua plenitude como ser único, ser integral...
As mulheres vêm perdendo sua felicidade interior devido às exigências que não lhes compete, tornando-as masculinizadas obrigadas a competir com os homens por um sustento, papel pelo qual não foram feitas além de terem que atuar como mães, donas de casa, esposa...
Perdem assim sua essência feminina, se tornando mulheres insatisfeitas, infelizes e se vêm obrigadas a uma busca incessante... Nem todas encontram os caminhos os quais poderiam realmente liberta-las!

christal lhes deseja o bem




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