Então eu entendi o que era ser uma verdadeira mulher. Não era a negação e a frustração da feminilidade, mas a entrega total a ela, sendo fiel e honesta a meus mais profundos desejos e à minha mais profunda natureza.

(kajira of Gor)
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Onde há amor, há dor



Onde há amor, há dor

Segundo a tradição erótica da Índia, a mordida é um elemento muito importante e o Kama Sutra dá uma boa lista de mordidas com toda riqueza de detalhes.

As mordidas costumam ser dadas em quase todas as partes do corpo e vão desde a mordida brincalhona, mais provocadora que erótica, até o forte apertão com os dentes que costuma ser dado no calor da paixão e faz com que os orgasmos sejam mais duradouros. No entanto, muitos costumam evitar este último tipo de mordida, porque é difícil de controlar e costuma deixar marcas muito evidentes. Também porque durante o orgasmo as mandíbulas podem sofrer um espasmo e fechar com força, o que pode ocasionar feridas.

As mordidas recomendadas pelo Kama Sutra são:


1. Mordida de Javali
O rastro que deixa na pele são como filas indianas, muito próximas umas das outras e com intervalos vermelhos como as pegadas que costumam ser deixadas pelos javalis no barro. É uma mordida que costuma ser feita no ombro.

2. A nuvem quebrada
Consiste em levantamentos desiguais da pele em círculo, produzidos pelos espaços que há entre os dentes. O Kama Sutra especifica que este tipo de mordida deve ser feita no peito.

3. Mordida escondida
É a mordida que só deixa uma intensa marca vermelha e que deve ser dada no lábio inferior.

4. Mordida clássica
Quando se pega com os dentes uma grande quantidade de pele.

5. O ponto
Quando se pega com os dentes uma pequena quantidade de pele de tal maneira que só fique uma marca como um ponto vermelho.

6. A linha dos pontos
Quando essa pequena porção de pele é mordida com todos os dentes e todos eles deixam sua marca. Deve ser dada na testa ou na coxa.

7. O coral e a jóia
É a mordida que resulta da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a jóia.

8. A linha de jóias
Quando se dá uma mordida com todos os dentes.


terça-feira, 14 de julho de 2009

... tipos de beijos




Kamasutram mais conhecido como Kama Sutra em boa parte do mundo, escrito no século 1 A.C por Vatsyayana Kamasutram, é um antigo texto indiano sobre o comportamento sexual humano, nele não só o tema sobre sexo é abordado, assim como todo o universo que envolver o prazer humano!


O beijo por si só é uma arte e o Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. Por isso, no livro há descrição com detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados.

O ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato.Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional,
os três juntos podem transportar a pessoa para o “sétimo céu”.


Os beijos podem ir desde um contato fugaz, como um atrito inesperado, até uma fusão de dois corpos por meio dos lábios. Nos dois extremos, existem numerosas variações, ainda que muitas pessoas descuidem desta habilidade que, como todas, está sujeita às leis de aprendizagem: constância, criatividade e paciência.





Segundo o Kama Sutra, os tipos de beijos são:


1. Beijo de lado
Quando as cabeças das duas pessoas se inclinam em direções opostas e o beijo é produzido nessa postura.
Essa é uma das formas mais comuns de se beijar e a preferida dos filmes. As cabeças inclinadas permitem um melhor contato dos lábios e uma penetração profunda da língua. É um modo excelente de começar um encontro amoroso apaixonado e também um modo de estimular a paixão entre o casal.

2. Beijo inclinado
Quando um dos dois coloca a cabeça para trás e a outra pessoa, que a segura pelo queixo, a beija. A doçura e o afeto são as emoções principais que são transmitidas com esse beijo. Um beijo desse tipo é apropriado para as preliminares, quando se prefere fazer sexo com lentidão e de frente.

3. Beijo direto
Quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam como se fossem uma fruta madura. É um tipo de beijo em que o importante é que além de serem chupados, os lábios sejam mordiscados e levemente acariciados com a língua. É um beijo tranqüilo e demorado, que pode expressar uma forte paixão e que excita muitas pessoas mais do que o beijo de língua.

4. Beijo pressão
Os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. É um beijo para iniciar a relação ou para terminá-la, não convém mantê-lo por muito tempo. Os dentes se cravam na parte interior dos lábios e pode sair sangue.

5. Beijo superior
Quando um dos dois pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o “carinho” beijando-lhe o lábio inferior. Na descrição deste beijo fala-se que uma pessoa do casal deve tomar a iniciativa e o outro se limita a correspondê-la. Uma possível razão para isso é que o Kama Sutra foi escrito para homens ativos e mulheres passivas. Mas, nos casais atuais, cada um deve ser o mais criativo possível e deixar que a imaginação se expresse como ela é, e não se limite a responder a iniciativa do outro.

6. Beijo broche
Quando um dos dois se prende aos lábios de seu amante, isso é chamado de beijo broche. E se o que realiza o beijo toca seus dentes, a gengiva ou o céu da boca com a língua, esse beijo chama-se “luta de língua”.

7. Beijo palpitante
Quando um dos dois deposita sobre os lábios milhares de beijos bem pequenos percorrendo toda a boca e as comissuras (junção dos lábios).

8. Beijo contato
Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios.

9. Beijo para acender a chama
É o beijo na comissura (junção) dos lábios que costuma ser dado no meio da noite para incendiar a paixão.

10. Beijo para distrair
O beijo ideal para quando vocês estiverem assistindo a algo na televisão e a pessoa quer chamar a atenção do parceiro com seus beijos. Para começar, lembre-se de que nem todos os beijos precisam ser na boca. Segundo o Kama Sutra, outros lugares recomendados para iniciar a “batalha” são: a testa, os olhos, as bochechas, o peito, os seios, a zona abaixo da boca, a cabeça, a nuca e o pescoço junto com a clavícula.

11. Beijo nominal
Quando um dos dois se limita a tocar a boca do outro, depois de beijá-la, com os dedos.

12. Beijo com os cílios
Quando se percorre os lábios ou o rosto do outro e se acariciam os cílios com beijos.

13. Beijo com um dedo
Quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo.

14. Beijo com dois dedos
Quando o amante fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios da amada e faz uma pressão sobre sua boca.

15. Beijo que desperta
O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, quando o outro está dormindo, para despertá-lo com suavidade.

16. Beijo que demonstra
Costumam ser dados à noite e em lugares públicos. Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na mão ou no pescoço.

17. Beijo da lembrança
É dado quando os amantes estão descansando após a satisfação sexual e um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, como se estivesse com sono, beijando-lhe na coxa ou nos dedos do pé.

18. Beijo transferido
Esse beijo ocorre quando o amante, na presença da amada, beija alguém que esteja próximo dele no rosto, ou mesmo alguma foto ou qualquer outra coisa, olhando para ela como se o beijo fosse para a parceira.

19. Beijo choroso
É produzido quando um dos dois sente tanta falta do outro, que na ausência do outro beija seu retrato.

20. Beijo viajante
Ainda que pareça que os beijos sempre costumam se centralizar na boca, colocar os lábios em outras partes do corpo é uma forma de excitação garantida.

21. Beijo no peito
Os beijos mais efetivos nos seios são os que se aplicam primeiro com os lábios, suavemente e com um pouco de saliva. Depois, intensifica-se a pressão e, se a parceira o deseja e gosta desse tipo de beijo, pode-se pegar os seios com os dentes e pressionar ligeiramente. Algumas pessoas preferem sentir um pouco de dor nos seios quando estão prestes a ter um orgasmo.

22. Beijo sem pressa
A chave é prestar total atenção no corpo do outro. Quanto mais controle você tiver e mais se concentrar em acariciar e beijar cada canto do corpo, mais intensa será a sensação de prazer para ambos.



segunda-feira, 13 de julho de 2009

A história do beijo


Os historiadores não sabem muito sobre a história inicial do beijo. Quatro textos em Sânscrito Védico, escritos na Índia por volta de 1500 a.C., parecem descrever pessoas se beijando. Isso não significa que ninguém tenha se beijado antes, nem que os indianos tenham sido os primeiros a se beijar. Os artistas e escritores podem ter considerado o beijo particular demais para ser descrito na arte ou literatura. Após sua primeira menção por escrito, o beijo não apareceu muito na arte ou na literatura por algumas centenas de anos. O poema épico indiano "Mahabharata" descreve o beijo nos lábios como um sinal de afeto. O "Mahabharata" foi transmitido oralmente por milhares de anos antes de ser escrito e padronizado, em torno de 350 d.C. O texto religioso indiano "Vatsyayana Kamasutram", ou o "Kama Sutra", também descreve uma variedade de beijos. Ele foi escrito no século VI d.C. Os antropólogos que acreditam que o beijo é um comportamento aprendido afirmam que os gregos souberam sobre ele quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em 326 a.C.

Não há muitos registros sobre os beijos no mundo ocidental até a época do Império Romano. Os romanos costumavam usar o beijo para cumprimentar amigos e familiares. Os cidadãos beijavam a mão do Imperador e, naturalmente, as pessoas beijavam seus parceiros. Os romanos tinham três categorias para o beijo:

osculum era um beijo na bochecha

basium era um beijo nos lábios

savolium era um beijo profundo

Os romanos também iniciaram várias tradições relacionadas ao beijo que perduram até hoje. Na Roma antiga, os casais ficavam noivos beijando-se apaixonadamente na frente de um grupo de pessoas. Essa é, provavelmente, uma das razões pelas quais os casais modernos se beijam ao final de cerimônias de casamento. Além disso, embora a maioria das pessoas pense que somente cartas de amor são "seladas com um beijo", os beijos foram utilizados para selar contratos jurídicos e comerciais. Os antigos romanos também costumavam beijar como parte de suas campanhas políticas. No entanto, vários escândalos de "beijos por votos" na Inglaterra do século XVIII levaram, teoricamente, os candidatos a beijar somente jovens e idosos.




O beijo também teve sua função nos primórdios da Igreja Cristã. Os cristãos com freqüência se cumprimentavam com um osculum pacis, ou beijo sagrado. De acordo com essa tradição, o beijo sagrado causava uma transferência de espírito entre as duas pessoas que se beijavam. A maioria dos pesquisadores acredita que o objetivo desse beijo era estabelecer vínculos familiares entre os membros da igreja e fortalecer a comunidade.

Até 1528, o beijo sagrado era parte da missa católica. No século XIII, a Igreja Católica o substituiu por um cumprimento de paz. A Reforma Protestante no século XVI removeu totalmente o beijo da prática protestante. Na verdade, o beijo sagrado não exercia uma função na prática católica religiosa moderna, embora alguns cristãos beijem símbolos religiosos, como o anel do Papa, por exemplo.

Embora, atualmente, poucos religiosos incorporem o beijo sagrado, o beijo ainda prevalece na cultura ocidental. Hoje em dia, as pessoas se beijam em várias situações por motivos diversos.




Mas nem todos os beijos são felizes. Obras da literatura como "Romeu e Julieta" descreveram beijos como "perigosos" ou "mortais" quando compartilhados com as pessoas erradas. Alguns estudiosos do folclore e críticos literários vêem o vampirismo como um símbolo dos perigos físicos e emocionais decorrentes de se beijar a pessoa errada.

Atualmente, a maioria das culturas em todo o mundo pratica o beijo, mas possui diferentes opiniões sobre quando e onde o beijo é apropriado. Nos anos 90, vários artigos na mídia relatavam uma tendência entre os jovens de beijar em público no Japão, um país onde o beijo tradicionalmente era visto como uma atividade privada.

(Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/beijo1.htm)

Curiosidades:

- Durante o beijo você movimenta 29 músculos, dos quais 17 são da língua.
- Os batimentos cardíacos aceleram, vão de 60 a 150, fazendo uma espécie de
exercício para o coração.
- Um beijo caprichado gasta em média 12 calorias.

(Fonte: pesquisa by google)

continua...

domingo, 5 de julho de 2009

Uma descrição romântica


... o clitóris é pequeno, rosado e brilhante, os grandes lábios morenos e medianos (acho!), os pequenos maiores, provocativamente oferecidos (gostou dessa, né? kkk).
Depilada sempre, totalmente por enquanto (até que mude de idéia, ou “alguém” ordenar o contrário), gosta de sabonetes especiais, de estar hidratada e macia, adora o toque da renda, cetim, seda, de cordas, brinquedos, pessoas...
É exibicionista (discretamente), desvencilhada de normas (tentando), prova o que se oferece (desejando), gosta de ser observada com curiosidade, tocada, explorada, dedilhada, lambida, sorvida e degustada, seu sabor é doce (até eu gostei do que escrevi aqui).
Gosta de aventuras, de ser pega as pressas, num rompante sem que a deixe pensar, sempre pronta molhada, sempre disposta, uma cadela no cio.

Te desafio a descrever a sua!
christal

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ode aos Gatos

Por gostar muito de gatos uma amiga me enviou esse texto de Artur da Távola, muito interessante!!

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mais inquietantes, talvez por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência.
O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive à custa dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele depende, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. “Falso” porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.


O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.


A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe “ler” pensa que “ele” não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.


O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é medium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.

Artur da Távola

terça-feira, 23 de junho de 2009

Irmãs de coleira – a arte da convivência


Homenagem que faço a uma querida amiga Linda aqui do meio, pessoa lúcida e coerente em seus conceitos, além de ser muito carinhosa é claro rss.

Prova disso está nesse maravilhoso texto sobre irmãs de coleira. Vale a pena ler e guardar...

Obrigado {Amar ¥asmine}_ÐEXPEX !


Irmãs de coleira – a arte da convivência
(Texto retirada da comunidade do orkut, Confraria de Apoio as Cadelas – CAC)


Dez anos de BDSM e posso me considerar uma escrava afortunada. Tive relações intensas, que me ensinaram muito e contribuíram tanto para meu desenvolvimento como submissa, quanto para meu crescimento pessoal. Terminaram porque tudo tem começo, meio e fim, nada é eterno. Mas foram calcadas no respeito, na confiança e na ética. A prova disso são os
laços de afeto que prosseguiram.Seria hipócrita se dissesse aqui que não gostei de ser presenteada com exclusividade em algumas dessas relações. Gostei, claro, como toda submissa gosta. Mas, sempre recebi de alma, coração e braços abertos as irmãs de coleira que tive. Foi um privilégio o convívio sereno e delicado durante a relação. Maior privilégio ainda os sentimentos que tiveram continuidade após findarem as relações.Estou certa que a postura do Dono é de suma importância. Em suas mãos está a responsabilidade pelo clima de harmonia, ou de competitividade. Já presenciei Dominadores que faziam questão de atiçar as submissas uma contra a outra, a fim de assistir crises de ciúmes entre elas... Mas, quem sou eu para censurar. No entanto, a responsabilidade não está apenas nas mãos do Dominador. As submissas, tanto a que chega quanto a que já está, têm de ser éticas acima de tudo. É fundamental uma postura de carinho e despojamento entre ambas.
Se uma deve ser aconchegante para que a outra não se sinta invasora ou “fora de lugar”. A que chega, por sua vez, deve ter além de tudo tato, delicadeza, respeito para com os sentimentos ali já existentes e desenvolvidos ao longo do tempo da relação. A boa vontade e o bom senso deverão reinar entre as duas, para que juntas trabalhem em paz, focadas no objetivo comum de ampliar a obediência, a quebra de barreiras, a expansão de limites, a entrega e a submissão ao Dono. Se a ética não estiver presente, haverá competitividade (coisa feia de pessoas inseguras). Aí, por maior que sejam os cuidados do Dominador, os conflitos acontecerão. A irmã que recebe uma nova deve segurar a língua e não exibir as palavras bonitas que escuta do Dono, os mimos que já recebeu, muito menos descrever o prazer que ele tem à tortura-la. Evitar expor a relação, cuidar para que a outra não sofra e inveje. Somos seres humanos, não podemos nos esquecer disso em momento algum. Infelizmente nossos sentimentos muitas vezes ainda são pequenos, como a inveja e o despeito. Assim também, a nova irmã deve se abster de contar os jogos de sedução em que foi envolvida para ali estar. Já vi submissas que estão chegando e fazem um alarde com os momentos de conquista. Ora, sabemos que tem mais ciúmes quem já está na relação. Para que despertar a insegurança? Que benefício trás ser feliz sobre a felicidade da outra?
Será sempre muito útil que uma se coloque no lugar da outra para evitar confrontos. O que não queremos para nós, não devemos dar a ninguém. Também, deixar lá fora as vaidades e o orgulho, os dois são desnecessários numa senzala.Por fim, com todo este cuidado, com toda esta delicadeza, o presente será um dia ouvir do Dono: Sou um Homem realizado e feliz, tenho escravas que se respeitam, se amam e tudo fazem para o meu prazer.

{Amar ¥asmine}_ÐEXPEX

domingo, 10 de maio de 2009

A Entrega Real


Enfim, enfim quebrara-se realmente o meu invólucro, e sem limite eu era. Por não ser, era. Até ao fim daquilo que eu não era, eu era. O que não sou eu, eu sou. Tudo estará em mim, se eu não for; pois 'eu' é apenas um dos espasmos instantâneos do mundo. Minha vida não tem sentido apenas humano, é muito maior - é tão maior que, em relação ao humano, não tem sentido. Da organização geral que era maior que eu, eu só havia até então percebido os fragmentos. Mas agora, eu era muito menos que humana - e só realizaria o meu destino especificamente humano se me entregasse, como estava me entregando, ao que já não era eu, ao que já é inumano. E entregando-me com a confiança de pertencer ao desconhecido. Pois só posso rezar ao que não conheço. E só posso amar à evidência desconhecida das coisas, e só me posso agregar ao que desconheço. Só esta é que é uma entrega real.


Clarice Lispector, in 'A Paixão Segundo G.H'



Percebo agora o que sou... na minha caminhada passei por várias fases, estou na tranqüilidade depois de uma tempestade de sentimentos, os quais tive que lidar... Tranqüila sigo... Sigo de paixão em paixão, mas... consciente apreendendo cada momento... apreendendo cada nuance, cada colorido, cada gesto, cada palavra... Assim vou seguindo no meu caminho delicioso recheado de surpresas! *psc


christal

sábado, 2 de maio de 2009

Por que as pessoas entram na sua vida?

símbolo progressão

"Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”.Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida..."



Martha Medeiros

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Agora Inês é morta"


Com os acontecimentos dos últimos meses... Atitudes que não se explicam por si só... Fizeram-me refletir... Quando algo se quebra e que nem usando cola se dá jeito... Então dizemos: Já era... “Agora Inês é morta.”

Daí me veio uma questão...

Qual seria a origem dessa expressão? Resolvi pesquisar e uma amiga queria, a saber, {IsisdoEgito}JZ me forneceu o material para esse post. O qual agradeço aqui pela contribuição!

... uma história real do século XIV

O romance de Pedro, futuro rei de Portugal, com a dama de companhia Inês de Castro marcou a história e a cultura portuguesas. Foi um amor proibido, vivido em atmosfera carregada de disputas de poder. A maior parte da narrativa se baseia em registros históricos. Só alguns detalhes pertencem ao campo da lenda, fruto da imaginação popular e do talento de artistas.

Não cabia a Pedro decidir o próprio futuro político e amoroso. Desde jovem, ele estava prometido a Constança Manuel, filha de um descendente de monarcas dos reinos de Aragão, Castela e Leão.

Pedro não queria, mas se submeteu ao casamento. Constança lhe deu um herdeiro e outros dois filhos. Quanto ao amor, o príncipe foi buscá-lo em outra mulher, logo a dama de companhia de sua esposa. O nome dela era Inês de Castro, jovem de grande beleza, descrita como loura e elegante. Por esses atributos, era chamada de “colo de garça”.

Somente a morte de Inês poderia afastar tantos riscos políticos... Encontraram Inês sozinha, pois Pedro havia saído para caçar. Eles a degolaram impiedosamente, e seu corpo foi enterrado às pressas na igreja de Santa Clara.

Pedro ficou louco de dor e, movido pela raiva, levantou um exército contra seu pai, D. Afonso IV... Dois anos mais tarde morre D. Afonso, Pedro subiu ao trono de Portugal e seu primeiro ato foi mandar procurar os assassinos de Inês de Castro. Encontrando os mata sem piedade.

A paixão de Pedro e a reparação do mal feito à amante tornaram-se obsessões do agora soberano. Ele jurou que havia se casado em segredo com Inês de Castro, o que fazia dela rainha, merecedora de todas as honras. O corpo de Inês foi transferido solenemente do convento de Coimbra para o mosteiro Real de Alcobaça, onde eram enterrados os monarcas portugueses.

Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Está nessa narrativa à origem da expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”.

Inês de Castro - A rainha morta

sábado, 11 de abril de 2009

Interação sócio virtual


Aquele papo gostoso picante é sim sinal de que entramos na onda do prazer virtual. Não há nada de errado nisso. Desde que a prática seja saudável, não ultrapasse limites que venham a ser prejudiciais de alguma forma e não se torne a única fonte dos desejos, pode abusar sem medo.

Essa interação que chamo de sócio virtual é altamente prazerosa em vários aspectos tanto na simples amizade tanto na relação com mais intimidade, que por sua vez pode vir a rolar tanto com o sexo masculino quanto com o feminino, vai depender do gosto dos navegantes!*psc

Altamente relacionada à masturbação, o sexo virtual pode ser enquadrado também naquele comportamento de sedução, em chats ou por e-mail, no comportamento voyeur por sites eróticos ou numa atitude passiva diante de chat sexualmente orientados. O exibicionismo, por meio de câmeras em tempo real também é parte da prática. Ui!

Mesmo que a interatividade não substitua o prazer tradicional, acaba por potencializar a exploração de campos da sexualidade muitas vezes reprimidos (social ou moralmente).

Para que o prazer tome forma, é preciso abusar da imaginação. Criar histórias ou descrever fantasias, fatos ou situações podem ajudar o parceiro virtual a chegar ao prazer (real) mais facilmente. Para quem pratica, o bom disso tudo é que novas aventuras a serem vivenciadas injetam uma dose a mais de energia no dia a dia!!
Simplesmente delicioso!!!

(fonte: by google)


christal

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A CONSCIÊNCIA, O AUTÔMATO E O GATO...

(...) “O ser humano ainda não iluminado pela sua consciência espiritual quanto aos valores reais ou relativos, deixa o seu mental apoiar os desejos instintivos do seu ser inferior, cujas exigências anárquicas criam tumultos de aceleração de impaciência, e de caprichos incoerentes. Sofrendo dessas influências, o Autômato humano assemelha-se a certos tipos de animais. O cão treme de impaciência diante do osso avidamente desejado. A inconstância do macaco é típica pela sua dispersão de idéias. A agitação da mosca lança-a para a armadilha da aranha. A pressa é a preocupação da abelha pelo dever social; é também a inquietação da formiga que tem sempre qualquer coisa que fazer, mas que se precipita em voltas supérfluas, sabendo a direção, mas não a maneira de contornar os obstáculos. Ao contrário de outros animais que nos dão uma lição de mestria, sendo exemplo disso o gato cuja sabedoria é um modelo porque junta a maior paixão à mais indiferente calma. Na sua imobilidade reflete o seu salto, sempre exato; a força dos seus rins é proporcional ao relaxe do seu sono: há no seu sono, o abandono da criança recém-nascida, enquanto que o seu instinto está sempre de vigília; a sua leveza sem resistência torna a sua queda sem perigo; Caça e luta são para ele alegria do jogo: ele caça sem ódio e joga sem finalidade; constantemente pronto ao ataque sem animosidade, e pronto a defender-se sem apreensão: vencedor indiferente, ele nunca é vencido. A serenidade é o fruto da independência. Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou desagradável... Uma coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afetar a nossa disposição." (...)
(Fonte: Rosa Leonor)

sábado, 17 de janeiro de 2009

MEME


Confesso que desde que virei internalta esse termo vem me deixando um tanto quanto encafifada. Tentei por diversas vezes descobrir o seu significado ora pesquisando via sites de pesquisa ora perguntando para conhecidos e em nenhum momento obtive uma resposta satisfatória. Deixei minha questão de lado, pois tinha outros interesses quando me deparei com um blog bem interessante, a saber: http://tresmentesperigosas.blogspot.com/

Nesse blog encontrei finalmente uma resposta para o significado MEME, que me deixou um tanto quanto satisfeita.
Farei um resumo e porventura se quiserem mais detalhes sugiro que visitem este blog!

“...Meme é tudo o que se aprende por cópia a partir de uma outra pessoa. Desde coisas simples, como comer usando talheres, até ações mais complexas , como escrever textos excelentes em blogs. Resumindo ao máximo, alguém faz, você vê, gosta e copia. Outras pessoas vão ver você fazendo, também gostarão e copiarão. Desta maneira, a evolução de um meme é quase sempre viral e exponencial.Como a palavra “viral” é sempre interessante (ibopemente falando), a mais nova moda entre os blogueiros é a criação de memes específicos, onde o autor original escreve sobre determinado assunto e “convoca” alguns de seus conhecidos para escreverem sobre o mesmo assunto, e convocarem mais conhecidos… e assim sucessivamente.Diz aí, agora deu(ui!) pra entender, né?"
Juliana.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A BONDADE É O ACÚCAR DO CORAÇÃO


..."Digo "saborear o sabor da alma do outro" porque a alma, se é como um sopro luminoso no ser, tem um pós-gosto de sal cujos efeitos primeiros são a vida. Este pós-gosto de sal da alma traz em si o calor um tanto cozinhado dos Deuses bons, um quente salgado que se repercute no sangue e a sua arborescência num líquido de vida, nas veias e nas artérias. E o coração, esta rosa de pétalas de palpitações, tem o poder de transformar o salgado, por meio de uma alquimia de amor que lhe é muito própria, numa espécie de açúcar de que nunca se apreciará suficientemente o sabor inefável, este sabor que se conhece pelo nome de bondade.


A BONDADE É O AÇÚCAR DO CORAÇÃO cuja ternura é uma das manifestações mais doces; não se trata de um açúcar insípido, mas de um açúcar rico e poderoso feito de luz polarizada dos sentimentos mais puros. Miseráveis são aqueles que, tendo pervertido o seu gosto, alteram ou desnaturam o sabor deste açúcar de coração ao ponto de torná-lo ineficaz e estéril. Ah, enterneçamo-nos com todos estes frutos e todas estas flores que os nossos pomares e jardins interiores são capazes de produzir! E possamos nós fazer da nossa vida um festim de sabores que o Amor, a Ternura, a Bondade darão o melhor que têm."


(Pequeno Tratado de Ternura, de Mercier)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

LILITH

“As forças de Eva, mãe de todos os viventes, e de Lilith, espírito da Noite e do Ar, evidenciam-se no conflito das mulheres entre, de um lado, dar à luz e cuidar dos filhos e, de outro, entre as necessidades de gerar e de nutrir idéias e obras. As mulheres que combinam maternidade e carreira profissional envolvem-se num ato contínuo de malabarismo, que requer sincronia e equilíbrio. À medida que tenta dar conta das necessidades de seus filhos, de seu trabalho e de si mesma, a mulher pode, inesperadamente, sentir-se invadida pelo furor assassino de Lilith. Isso ocorre, na maioria das vezes, quando a própria mãe não está conseguindo arcar com seus deveres de mãe. Ou seja, quando está cansada, machucada ou doente, ou então quando o lado Lilith de sua natureza sofre a ameaça de ser acorrentado ou enjaulado por necessidades dos outros ou pelos conceitos patriarcais.” (...)

(Excertos de “O Livro de Lilith” – Bárbara Black Koltuv)

O Pensamento


O pensamento vem primeiro. A experiência é sempre de­corrência. Nunca ocorre o contrário - vocês vivem uma expe­riência e depois pensam sobre ela. A experiência é sempre um reflexo direto daquilo que estão pensando. A clareza e o reconhecimento do vosso poder consti­tuem os alicerces. Os vossos pensamentos formam o vosso mundo o tempo todo. Como são bombardeados com tantas vi­brações controladoras de frequência, que procuram impedi-vos de ter a mente clara, vocês flutuam. Precisam como espécie, de ter a intenção de permanecer sempre com a mente muito clara, sempre centrados e sempre presentes. Parem de viver no fu­turo, ou no passado, e vivam o agora. Digam para vós mesmos:


“O que é que eu quero”?


“Quero acelerar a minha evolução pessoal. Quero que o Espírito me ajude a aumentar a minha capaci­dade. Quero que o meu corpo se regenere. Quero emanar saúde. Quero abandonar as dificuldades para ser um exemplo vivo daquilo que a humanidade pode atingir." Esta é a linha de pen­samento - o comando para o vosso ser, determinando com cla­reza tudo aquilo que vocês querem - e que vos trará tudo num ritmo acelerado."


(in OS MENSAGEIROS DO AMANHECER - BARBARA MARCINIAKE)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

AS DUAS MULHERES


“No cristianismo tradicional, as falsas divisões deram-nos duas personagens: a Virgem Maria e Madalena. Claro, para que uma cristã se sentisse realizada, estas duas personagens deviam ser unidas - e não polarizadas - na sua psique. A Virgem Maria foi desprovida da sua sexualidade conservando a sua espiritualidade, enquanto que Maria Madalena foi despojada da sua espiritualidade ficando apenas com a sua sexualidade. Ora cada uma delas devia aceder à sua plenitude. É o que eu chamo "casar as duas Marias"... *
(Tori Amos - in Os Segredos de Maria Madalena, ed. Via Medias, 2006)

É o que eu chamo também unir as duas mulheres que o patriarcado dividiu dentro de cada mulher. Nós não queremos nem de um lado a profana nem do outra a imaculada, mas sim a Mulher Plena...porque a Mulher é um ser integral que foi ao longo dos séculos despojadas da sua unidade essencial!

A polarização extrema destas duas mulheres, na psique de cada mulher, gerou a fragmentação do seu ser e tornou a mulher vítima dos maiores distúrbios, ao nível não só psíquico, mas também fisiológico...Gerou a maior calamidade humana e social que é a mulher prostituída, e continuamente violentada pelos homens, que em todo o mundo se outorgam esse direito...Hoje não há só Máfias, que as exploram mesmo na nossa cara, mas o cinema, a ”arte” e a própria publicidade (exemplo: cartazes da "crazy horse" e tantos outros inacreditáveis) fazem isso...

Enquanto os homens mais "dignos" e inteligentes continuam a passar por cima dos interesses da mulher, debatendo todos os problemas do mundo, menos a problemática das causas. Percebemos desse modo, que nem intelectuais, nem filósofos, com exceção apenas de alguns escritores, não há sequer um único político, que esteja verdadeiramente interessado nas questões profundas da mulher ou mesmo do homem, que não seja para ganhar votos...Quando a maior parte das mulheres compreender, que o que lhes falta não é um homem, mas essencialmente a outra parte de si mesma (e não só do macho ou do falo…) e que não existe a "inimiga" nem a "outra", a rival, mas uma só Mulher, ela ficará abismada pela forma como foi dividida, para que as sociedades e religiões patriarcais reinassem pelo seu sacrifício e continuado abuso em todo o mundo.

O Império romano primeiro, e depois o clero de Roma, destruíram paulatinamente tudo o que o cristianismo tinha de original e sábio, na fusão dos dois princípios, feminino e masculino. Pedro, o pilar da sua Igreja, foi o principal traidor da essência do cristianismo e não Judas... Ele foi o primeiro a negar Maria Madalena, como discípula dileta..., depois o papa Gregório fez a detração da Mulher até ao século XX... * in

UMA ANTÍTESE INVENTADA

“Entendo que essa antiga e venerável missão das prostitutas é uma ética congenitamente feminina que só por um desvio de uma religião patriótica foi reservada às sacerdotisas do amor a fim de cindir a humanidade feminina na projeção do abominável e do sublime masculino. Uma antítese inventada por esse ser eminentemente melodramático que é o homem, sem a mínima verossimilhança no cosmo da realidade da mulher que não distingue o espírito da carne. Eis porque as mulheres honestas sempre no fundo invejaram as prostitutas e vice-versa.” *.
(...)
*In A MADONA de Natália Correia
(Publicada por Rosa Leonor - MULHERES & DEUSAS -
http://rosaleonor.blogspot.com/)

Mulheres sacerdotisas


Cada mulher traz em si grande força e beleza. Isso é natural! Mas, as regras de beleza e encanto feminino impostos pela sociedade tornaram essa busca superficial, baseada em fatores externos e, consequentemente, sem sentido.

E, já há algum tempo a mulher se vê em estado de desarmonia interior, pois não sente os benefícios que sua feminilidade por certo, traria, não só para si, mas a todos ao seu redor. Para alcançar este estado elevado ela precisa cultivar sua condição feminina de forma concreta, consciente e coerente com sua essência.

Mas, nem sempre foi assim.
Nos tempos antigos, nas sociedades do Egito, Bizâncio, Índia, mulheres da alta sociedade conheciam os segredos de como encontrar e manter sua identidade e essência feminina. Inteligência, emoção, intuição, flexibilidade, contactos, beleza, fascínio e encantamento são características naturais de toda mulher. Naquelas sociedades toda mulher era considerada DEUSA e atraía as mais positivas vibrações para a sua vida: beleza, suavidade, juventude, um parceiro ideal.
Ela era ensinada pelas Sacerdotisas: a maneira de se vestir, de usar a maquiagem, o perfume, os gestos, como atrair o homem ideal de acordo com sua individualidade e Essência mais profunda. Podemos lembrar que era natural que as mulheres desfrutassem forte sensibilidade e intuição, sentiam e percebiam como estava seu filho, qual o estado de seu marido e realizavam significativos rituais para o encontro amoroso. A mulher, naturalmente, levava esse estado de harmonia para a família, para a comunidade e a todos os ambientes. Através do tempo esse encanto vem se perdendo e, pode-se afirmar que, atualmente, vemos muitas mulheres que não conseguem se realizar e serem felizes em seus relacionamentos, atraem doenças, perdem o desejo sexual, tem envelhecimento precoce, perdem totalmente a juventude do corpo e, principalmente, a juventude interior. A mulher não depende de fatores externos a ela para desfrutar destas propriedades e sim de fatores internos. A partir desses fatores, a beleza, a felicidade na família, a harmonia nos relacionamentos, a prosperidade nos negócios e tudo o mais é construído. E se isso estiver estagnado, tudo o mais estará.

(Publicada por Rosa Leonor - MULHERES & DEUSAS - http://rosaleonor.blogspot.com/ - modificado)

Comentário:
A incessante busca da mulher por um poder capaz de resgatar-lhes sua essência a qual vêm se perdendo há tempos... Um poder que resgate sua feminilidade para que atinja sua plenitude como ser único, ser integral...
As mulheres vêm perdendo sua felicidade interior devido às exigências que não lhes compete, tornando-as masculinizadas obrigadas a competir com os homens por um sustento, papel pelo qual não foram feitas além de terem que atuar como mães, donas de casa, esposa...
Perdem assim sua essência feminina, se tornando mulheres insatisfeitas, infelizes e se vêm obrigadas a uma busca incessante... Nem todas encontram os caminhos os quais poderiam realmente liberta-las!

christal lhes deseja o bem

domingo, 4 de janeiro de 2009

PERTENCER


Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou a desejar. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça. Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso. Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos. Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique a pessoa que me possue....
.... A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!


(Clarice Lispector)




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