Então eu entendi o que era ser uma verdadeira mulher. Não era a negação e a frustração da feminilidade, mas a entrega total a ela, sendo fiel e honesta a meus mais profundos desejos e à minha mais profunda natureza.

(kajira of Gor)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A CONSCIÊNCIA, O AUTÔMATO E O GATO...

(...) “O ser humano ainda não iluminado pela sua consciência espiritual quanto aos valores reais ou relativos, deixa o seu mental apoiar os desejos instintivos do seu ser inferior, cujas exigências anárquicas criam tumultos de aceleração de impaciência, e de caprichos incoerentes. Sofrendo dessas influências, o Autômato humano assemelha-se a certos tipos de animais. O cão treme de impaciência diante do osso avidamente desejado. A inconstância do macaco é típica pela sua dispersão de idéias. A agitação da mosca lança-a para a armadilha da aranha. A pressa é a preocupação da abelha pelo dever social; é também a inquietação da formiga que tem sempre qualquer coisa que fazer, mas que se precipita em voltas supérfluas, sabendo a direção, mas não a maneira de contornar os obstáculos. Ao contrário de outros animais que nos dão uma lição de mestria, sendo exemplo disso o gato cuja sabedoria é um modelo porque junta a maior paixão à mais indiferente calma. Na sua imobilidade reflete o seu salto, sempre exato; a força dos seus rins é proporcional ao relaxe do seu sono: há no seu sono, o abandono da criança recém-nascida, enquanto que o seu instinto está sempre de vigília; a sua leveza sem resistência torna a sua queda sem perigo; Caça e luta são para ele alegria do jogo: ele caça sem ódio e joga sem finalidade; constantemente pronto ao ataque sem animosidade, e pronto a defender-se sem apreensão: vencedor indiferente, ele nunca é vencido. A serenidade é o fruto da independência. Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou desagradável... Uma coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afetar a nossa disposição." (...)
(Fonte: Rosa Leonor)

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