Então eu entendi o que era ser uma verdadeira mulher. Não era a negação e a frustração da feminilidade, mas a entrega total a ela, sendo fiel e honesta a meus mais profundos desejos e à minha mais profunda natureza.

(kajira of Gor)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Agora Inês é morta"


Com os acontecimentos dos últimos meses... Atitudes que não se explicam por si só... Fizeram-me refletir... Quando algo se quebra e que nem usando cola se dá jeito... Então dizemos: Já era... “Agora Inês é morta.”

Daí me veio uma questão...

Qual seria a origem dessa expressão? Resolvi pesquisar e uma amiga queria, a saber, {IsisdoEgito}JZ me forneceu o material para esse post. O qual agradeço aqui pela contribuição!

... uma história real do século XIV

O romance de Pedro, futuro rei de Portugal, com a dama de companhia Inês de Castro marcou a história e a cultura portuguesas. Foi um amor proibido, vivido em atmosfera carregada de disputas de poder. A maior parte da narrativa se baseia em registros históricos. Só alguns detalhes pertencem ao campo da lenda, fruto da imaginação popular e do talento de artistas.

Não cabia a Pedro decidir o próprio futuro político e amoroso. Desde jovem, ele estava prometido a Constança Manuel, filha de um descendente de monarcas dos reinos de Aragão, Castela e Leão.

Pedro não queria, mas se submeteu ao casamento. Constança lhe deu um herdeiro e outros dois filhos. Quanto ao amor, o príncipe foi buscá-lo em outra mulher, logo a dama de companhia de sua esposa. O nome dela era Inês de Castro, jovem de grande beleza, descrita como loura e elegante. Por esses atributos, era chamada de “colo de garça”.

Somente a morte de Inês poderia afastar tantos riscos políticos... Encontraram Inês sozinha, pois Pedro havia saído para caçar. Eles a degolaram impiedosamente, e seu corpo foi enterrado às pressas na igreja de Santa Clara.

Pedro ficou louco de dor e, movido pela raiva, levantou um exército contra seu pai, D. Afonso IV... Dois anos mais tarde morre D. Afonso, Pedro subiu ao trono de Portugal e seu primeiro ato foi mandar procurar os assassinos de Inês de Castro. Encontrando os mata sem piedade.

A paixão de Pedro e a reparação do mal feito à amante tornaram-se obsessões do agora soberano. Ele jurou que havia se casado em segredo com Inês de Castro, o que fazia dela rainha, merecedora de todas as honras. O corpo de Inês foi transferido solenemente do convento de Coimbra para o mosteiro Real de Alcobaça, onde eram enterrados os monarcas portugueses.

Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Está nessa narrativa à origem da expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”.

Inês de Castro - A rainha morta

Um comentário:

Anônimo disse...

Querida,
fico feliz quer tenha aproveitado o texto que eu tinha comigo, e que ele tenha se encaixado perfeitamente, nas situações por que passas e vês.....

Estou aqui do lado, é so me chamar......

Mas verdade, agora Ines é morta, e coitado de quem não se cuidou...ou jogou errado, rs

Beijos carinhosos,
{ÍsisdoEgito}JZ





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